segunda-feira, 25 de agosto de 2008

25 de agosto - Dia do Soldado.

SOLDADO!

Ricardo Montedo

Soldado! Certamente haverá um dia em que alguém te dirá, em tom irônico, que és um parasita, um sanguessuga, que para nada serves, nada de útil fazes, és um estorvo para teu País.

Não ligue, porém, Soldado. Não deixe tais comentários, lançados em teu rosto como cusparada vil, te roubarem a calma, te perturbarem o coração.

Responda, sereno: Meu amigo, assim falas porque não me viu a amparar os sofridos sertanejos da caatinga nordestina, a curar os enfermos nos grotões da Amazônia, a socorrer os flagelados pelas enchentes de Minas, a agasalhar as infelizes vítimas do frio sulino.

Assim falas porque jamais sentistes a dor da saudade dos teus amores a aumentar a cada instante, sob o peso das longas jornadas e das imensas distâncias, pelos confins deste País de Meu Deus!

Assim falas porque jamais pesou sobre teus ombros a responsabilidade de transformar meninos em homens, forjando-lhes o caráter e dando-lhes maturidade para tomar as rédeas de suas vidas nas próprias mãos.

Jamais, amigo, soubestes o que é passar dias e noites caminhando sob chuva e frio, sentido o vento minuano a castigar-te o corpo.

Nunca tivestes que enfrentar a imensidão verde e abafada da floresta, dias a fio, sobrevivendo apenas do que a mata te oferece.

Em tempo algum transpusestes a caatingas sob sol escaldante, jamais vadeaste, a peito nu, um rio dos pampas, em noite de agosto.

Dormias, amigo, calma e profundamente, enquanto eu, nas fronteiras, velava por tua segurança.

Descansavas na praia, tranquilamente, com tua família, enquanto eu enfrentava dias e dias de barco rio acima e rio abaixo, patrulhando os limites do País!

Falas assim, amigo, porque não estavas a meu lado, ajudando a mitigar o sofrimento do povo de Angola e do Timor, de Honduras e da Nicarágua, do Peru, da Bósnia e do Haiti!

Ah! Meu amigo, se me visses, qual Ulisses moderno, abrindo dois mil quilômetros de estrada, de Cuiabá a Rio Branco, numa Odisséia real, para que descobrisses um novo Brasil, certamente não falarias assim.

Ah! Se tivesses chorado comigo os companheiro mortos cumprindo seu dever, em todos os recantos da Pátria, entenderias porque existo.

Mas, amigo, não te sintas constrangido. Apague do rosto essa expressão envergonhada, pois não tens obrigação de saber disso tudo, assim como não é meu papel alardear o que faço, mas sim, trabalhar simplesmente, pois a servidão, a renúncia e a humildade, que em outros seriam apontadas como grandes virtudes, para o soldado espelham apenas o dever de toda uma vida.

Saiba, porém, amigo, que onde estiveres, estarei sempre guardando teu sono, silenciosa e anonimamente, com convém a todos os SOLDADOS deste nosso BRASIL!

domingo, 24 de agosto de 2008

Devo aqui uma explicação.

Caro Edson Marques.

Cometi o mais ingênuo dos pecados, achar um texto bonito na internet postado por outras pessoas e ao invés de dar crédito à poesia coloca simplesmente "Anônimo". Te devo mil desculpas. O texto deixo fora por punição.

Onde você vê um obstáculo, alguém vê o término da viagem e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar, alguém vê a tragédia total e o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte, alguém vê o fim e o outro vê o começo de uma nova etapa.
Onde você vê a fortuna, alguém vê a riqueza material e o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia, alguém vê a ignorância, um outro compreende as limitações do companheiro, percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo e que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar. Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura
Fernando Pessoa
roubei da amiga Lobba.

CADA PESSOA QUE PASSA EM NOSSA VIDA, PASSA SOZINHA,
E PORQUE CADA PESSOA E ÚNICA E NENHUMA SUBSTITUI A OUTRA.
CADA PESSOA QUE PASSA EM NOSSA VIDA PASSA SOZINHA, E NÃO NOS DEIXA SO, PORQUE DEIXA UM POUCO DE SI E LEVA UM POUQUINHO DE NOS. ESSA E A MAIS BELA RESPONSABILIDADE DA VIDA E A PROVA DE QUE AS PESSOAS NÃO SE ENCONTRAM POR ACASO.

CHARLES CHAPLIN

domingo, 3 de agosto de 2008

Mais ou menos

(Querida Lú, peguei emprestado do seu Orkut)

"A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir q tdo esta mais ou menos. TUDO BEM ... O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum ! É amar mais ou menos.
É sonhar mais ou menos É ser amigo mais ou menos É namorar mais ou menos É ter fé mais ou menos E acreditar mais ou menos !
Se não corremos o risco de nos tornamos uma pessoa mais ou menos" (Chico Chavier )